Pedro Alexandre Sanches, já falei dele aqui, trabalhou por dez anos na Folha de S.Paulo, como repórter e crítico musical. Depois se transferiu e produziu por um período para a revista Carta Capital.
Em 2000, Sanches publicou o livro Tropicalismo: decadência bonita do samba, com análises das obras de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Ben, Chico Buarque e Paulinho da Viola. É um livro ‘fundamental’ para quem se interessa pela história da música popular brasileira. E ‘fundamental’ não é uma expressão qualquer.
Na época do lançamento, me chegou por e-mail um arquivo digital com o pdf do livro. Levei cerca de mês e meio para lê-lo. Acontece que nunca o comprei, mesmo sabendo de sua importância e que, logo logo, precisaria relê-lo. Como castigo para o ‘pirata’, o arquivo se perdeu em um computador antigo. Acontece, ainda, que a publicação (lançada pela Ed. Boitempo) esgotou-se. De alguma forma, essa experiência foi como ver aquele show imperdível, daquele músico imperdível, no DVD. Arrependimento não mata… Mas, enfim.
Em em 2004 Pedro Alexandre Sanches lançou Como dois e dois são cinco – Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa). Este, de acordo com o site da Ed. Boitempo, “é uma análise social e ao mesmo tempo emotiva da obra e trajetória de Roberto Carlos e dos dois outros grandes ícones (o ‘Tremendão’ e a ‘Ternurinha’) da Jovem Guarda. Um diálogo entre a música e a política, as mudanças no comportamento e no cenário musical das várias épocas que atravessaram”.
Com estímulos de todos os lados, tantas solicitações, acaba-se dando prioridade a coisas erradas. Vacilei de novo. E sabe-se lá porque, nenhum pdf pingou na caixa de entrada dessa vez. Acontece.
Mas por que tudo isso?, deve se perguntar o assoberbado leitor, já angustiado com o ‘nariz de cera’ do blogueiro. A questão é que há cerca de um mês troquei alguns e-mails com Sanches para a elaboração dos posts sobre José Ramos Tinhorão.
- O crítico
- A escrivinhadora
- Aquele outro
E aí, passadas algumas semanas, eis que recebo outro e-mail de Pedro, dessa vez com os links de sua versão sobre o crítico/pesquisador/historiador para o portal IG.
- Um crítico linha dura chamado Tinhorão
- O historiador explica
- Petardos do crítico irascível
Lendo a ‘conversa’ de Sanches e Tinhorão (não, entrevista é outra coisa), o leitor poderá ter uma vaga noção do que encontrará nos livros que ainda não adquiriu para suas prateleiras. Ouça um bom conselho, eu lhe dou de graça: não cometa o mesmo erro deste escriba. Voe para sua livraria virtual mais próxima e procure Como dois e dois são cinco – Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa).
Depois, deixe a tecnologia de lado e vá às ruas, vá aos sebos, e faça o favor de encontrar Tropicalismo: decadência bonita do samba. Pra ontem.
Boa sorte e boa leitura.
li os dois, os tenho, adoro os textos dele e suas reflexões. li primeiro o “como dois e dois” e virei fã do roberto por causa do pedro (é sério, passei a maior da minha vida de ouvinte musical desprezando o cantor). tempos depois, depois de muita pesquisa, comprei o primeiro (num sebo aí no rio, no beta de aquario, do catete).
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