Interesse

(…)

A minha imaginação não existe, eu sou modelo sem imaginação 1.0. A minha realidade é melhor que minha imaginação. Mande a foto. Vou lhe mandar uma de mim na minha sala junto à minha samambaia bonsai. É o que existe de mais interessante por aqui, eu inclusive. No plano visual, quero dizer.

A nossa amiga me contou que você era maluco. Que tinha enviado uma minissaia para ela, e vocês nem se conheciam direito. Que bacana e engraçado! De qualquer maneira, é preciso ter peito.

Ela contribuiu com o peito, eu entro com as ideias. Parece mais justo? E o que você acharia se um sujeito mandasse uma saia para você? Você vestiria?

Estou gostando de ver a sua autoestima! Então, definitivamente, você é uma pessoa interessante.

Interessante eu sou, mas um monte de gente que eu preferiria ver congelada e longe de mim também é interessante. A ideia de que difícil é melhor é um conceito feminino. Uma amiga minha deu para mim e depois reclamou de ter sido fácil demais. Somente uma mulher iria pensar uma coisa absurda dessas, que ter sido fácil era mau, quero dizer. Já falei que vocês são basicamente malucas?

(…)

Trecho do conto ‘Caixa de entrada’ do livro                                                                                                   Simples, de Marcelo Carneiro da Cunha.

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