O que importa


Algum tempo atrás, quando Dick e Barry e eu concordamos que o que realmente importa é aquilo que se gosta, e não o que se
é, Barry propôs a ideia de um questionário para parceiras em perspectiva, um documento tipo múltipla escolha, com duas ou três páginas, e que cobrisse todos os pontos básicos de música/filmes/TV/livros. O objetivo era a) dispensar conversas constrangedoras, e b) impedir que o sujeito pulasse para a cama de alguém que pudesse, numa data posterior, se revelar possuidora de todos os discos do Julio Iglesias já lançados. A ideia nos divertiu na época, embora Barry, sendo Barry, tenha avançado mais um estágio: ele preparou o questionário e apresentou-o à coitada de uma fulana na qual estava interessado, e ela deu-lhe na cara com ele. Só que havia uma verdade importante e essencial contida na ideia, e a verdade era que essas coisas importam e não adianta fingir que um relacionamento tem futuro se as suas coleções de discos discordam violentamente, ou se os seus filmes favoritos nem falariam um com o outro ao se encontrarem numa festas.

Trecho do livro ‘Alta Fidelidade’, de Nick Hornby

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Por dentro da tragédia


A matéria do El País (El descanso del guerrero), publicada na edição online do jornal no último dia 18 de março, dá o veredicto: Guernica no se mueve más.

Os patrocinadores do Museo Reina Sofía se pronunciaram na semana passada e chegaram a conclusão de que a obra do pintor espanhol Pablo Picasso não mais deixará a unidade.

De acordo com a matéria, havia uma proposta não formalizada de realizar “um projeto ambicioso sobre o olhar dos artistas em relação a guerra e a paz”, e fazer com que a obra de Picasso dividisse espaço com trabalhos como Los fusilamientos del 3 de mayo, de Goya, e La rendición de Breda, de Velázquez, em outro museu madrileño.

Os mantenedores do Reina Sofía se anteciparam com um categórico ‘Não’, alegando que as diversas e constantes viagens mundo afora, desde que foi pintado em 1937, causaram cerca de 140 danos ao quadro e que, por isso, o tempo agora é de descanso.

A matéria faz um resumo do roteiro de viagem de Guernica: “Em 1938, ele estava em Oslo, Copenhaguem, Estocolmo e Gotemburgo, e então se mudou para o Reino Unido: Londres, Leeds, Liverpool e Manchester. Em 1939, ele visitou os Estados Unidos e, em 1940, ainda uma outra (desta vez em uma retrospectiva sobre o artista). Em 1953, ele desembarcou na Itália, depois foi para o Brasil. Voltou para Nova York em 1954 e nova turnê em 1955: sete cidades europeias. Em 1957 ele tinha rolado cerca de 50 vezes, quando os peritos do MOMA (Nova York) se reuniram pela primeira vez para curar suas feridas”.

Uma fala do ministro da Cultura espanhol, Ángeles González-Sinde, no entanto, abre uma brecha para uma mudança futura de posicionamento: “O que dizemos é a decisão final. Ela não é, portanto, definitiva”. Por ora, esgotam-se as chances de estar diante de Guernica, se não no Reina Sofía.

A propósito da disputa pelo empréstimo de Guernica, reproduzo abaixo um vídeo que me foi enviado há algumas semanas. Ele é parte da tese de mestrado em Animação Computadorizada em 3D da alemã Lena Gieseke. Qualquer adjetivo banalizaria o trabalho.

*O vídeo tem áudio; deve ser ouvido além de visto.

‘Uma maneira curiosa de exercitar a vaidade…’

Numa semana em que a movimentação inusitada do ermitão Rubem Fonseca mexeu com a cabeça de escritores, leitores e jornalistas culturais, com a saída do autor da toca para comparecer a um impensável evento público, uma dúvida tilintou dentro da caixola: quem é Paula Parisot?

Sim, foi a moça de 31 anos quem fez o maior contista brasileiro vivo deslocar-se do Rio para São Paulo, na manhã da última terça-feira, para prestigiar uma ‘performance’ sua. Ela se encontrava confinada dentro de uma caixa de acrílico de 4m x 3m em uma livraria paulista.

A partir dali, algumas ‘teses’ sobre a aproximação dos dois pipocaram na grande imprensa – inclusive a de que ela seria o ‘pivô’ de sua misteriosa saída da editora Cia. das Letras após 20 anos de parceria.

Por conta disso, o Café Escuro (que já havia falado do autor no post 9 milímetros) procurou algumas figuras ligadas ao meio literário e editorial (leitores inclusive) para tentar construir um perfil da menina Parisot, com base na observação alheia. Algo como ‘Parisot por eles’. Não deu certo.

Dos poucos selecionados que receberam as perguntas deste blog, apenas três se deram ao inconveniente trabalho de responder. Dois deles admitiram ter pouco a acrescentar e, como um mantra, repetiram a mesma palavra para quase todas as questões: ‘Não’. Não conheciam, não leram, não se interessavam, não acreditavam, e por aí vai.

“Não tomei conhecimento sobre a performance, apenas superficialmente. Em relação declarações de Fonseca sobre ela, acho que ‘avalizam’, com aspas mesmo, mas não tenho certeza se ‘dão credibilidade’. E, sim, acredito em promessas literárias. Lembro do Daniel Galera e da Carol Bensimon. Acho que estão no caminho”, disse o leitor gaúcho Dante Sasso.

“Levianismo à parte, penso que foi uma jogada da editora e que Rubem Fonseca ganhou um troco. Lembro que há poucos meses ele foi leiloado, mas nem sei se quem levou foi a mesma editora da moça”, lembrou o jornalista André Mansur sobre a visita de Rubem à tal performance. (N.E. Não, não foi. A nova editora de Fonseca é a Agir; a nova editora de Parisot é a Leya.)

No entanto, o primeiro questionário a pingar na Caixa de Entrada foi justamente de um escritor e, talvez por isso, o único a pedir anonimato. Era, contudo, o que trazia as informações mais consistentes.

Segundo ele, Paula pertence “a uma casta de altíssimo nível do hight society paulista”, de família muito próxima ao escritor de A arte de andar nas ruas do Rio. Ele explica que a conheceu depois que um amigo a indicou como sendo uma boa escritora, frisando que ela tinha sido indicada para a Cia. das Letras por Rubem Fonseca. “Talvez seja o motivo de desafeto ou desentedimento para a saída do escritor de Mandrake de lá”, diz, apostando em hipótese também defendida por Fábio Victor, na Folha de São Paulo.

No trecho da entrevista que segue abaixo, o escritor anônimo discorre um pouco sobre o que pensa de seus colegas de função – mentor e pupila. Revela um suposto teor sexual embutido na relação pública entre os dois; e compara a declaração do autor de Agosto, sobre a performance de Paula, com as análises de artes plásticas construídas por Mario Pedrosa e Ferreira Gullar, por exemplo.

Se todo esse movimento serviu para algo, foi para mostrar que o velho Zé Rubem continua ‘na atividade’ extra-literária e, com ela, conseguiu pôr mais uma discípula na estrada.

* * * *


Já havia lido ‘A Dama da Solidão’ ou
‘Gonzos e Parafusos’?

Li um conto de ‘A Dama da Solidão’. Não me pareceu nem melhor ou pior que Patrícia Mello ou qualquer outro arremedo fonsequiano. Mas eu teria um prazer maior em indicar mulheres, porque satisfaria meu ego masculino e meu complexo de Dom Juan, do que homens. Há um flerte ou uma malícia nessa história. Um modo inteligente de afirmar a fama falocentrica de Fonseca. Não são mulheres burras ou que escrevam mal, porque isto seria um tiro no pé do autor de Prisioneiros. Mas é uma maneira curiosa de exercitar a vaidade em todos os níveis.

O que você já ouviu dizer da literatura de Paula?

Sinceramente, não acompanho. Como o que ela faz é uma pálida sombra do que Rubem Fonseca já realizou, não me interesso pela leitura, mas deve ter lá isto que interessa aos analistas de literatura de gênero que me tacharão de insensível por desconhecer a individuação daquela voz por este, este e aquele motivo… Todo o blábláblá que se desvia do assunto principal: só existem livros bons e maus. E se a criatura não dá um passo além daquele dado pelo seu criador…

O que achou da
performance feita pela escritora?

O Rubem foi para os jornais dizer que é coisa séria. Nunca li nenhuma coluna dele sobre artes plásticas como as que possuíam Mario Pedrosa, Frederico Morais, Ferreira Gullar ou comentários como Hélio Oiticica realiza sobre, por exemplo, Jackson Ribeiro. Portanto, se alguma discípula do autor de O Seminarista quebrar paredes e se cobrir de fezes, ele achará tão importante quanto se fechar em um caixa de vidro em uma livraria e ser alimentado pelos visitantes e depois produzir um livro com as sensações. Era melhor vê-la de biquini ou calcinha ou sutiã no BBB, soaria mais sincero e atingiria uma mídia maior. Talvez rendesse até capa de Playboy.

E sobre a visita ‘surpresa’ de Rubem Fonseca à tal performance?

Uma surpresa que ele deveria estar devendo a família, porque parece que são amigos de longa data… Senão, que sentido faria sair de sua casa por achar um zé-ninguém preso em uma caixa de vidro ou seja lá o que for interessante para vê-lo. Isto aos oitenta e blau, em um momento que não se pode desperdiçar tempo ou energia. Se levarmos em consideração que o autor é sério. Eu não sairia de casa. Talvez surtisse mais efeito ir a Cuba e visitar o jornalista que está em greve de fome pela libertação de presos políticos.

Com que frequencia você está lendo os tais ‘novos escritores’?

Leio aquilo que me interessa e que preste. Porque este rótulo protege um monte de baboseiras. Autores inventados por editoras que mantém criticos presos a contratos milionários ou com garantia vitalícia de salário se nos suplementos de cultura – que agora se transformaram em Show Business – elogiá-los como novos avatares das letras e canções.

Você acredita em promessas literárias? Elas têm por hábito de contratizar?

Elas se realizaram, sim. Porque o aparato em torno deles é forte. Como  falei na pergunta anterior: criticos, colegas que foram comprados e tem que enfiar a língua se sabe onde e mesmo escrevendo melhor que companheiros ‘revelações’, foram sequestrados em seu direito de opinião por punhados favores, metais, cervejas, etc… Um tráfico de influência bem pior do que aquele que ocorre em Senados, Presidências ou locais propriamente frequentados pelo poder. Daqui a alguns anos estarão como júris dos principais prêmios literários e outras quimeras da vida literária… Mas elas se concretizaram e se mantém. Me esquivarei de citar nomes. Mas a verdadeira literatura é maior que isso e que todos esses juntos.


Eu vi um menino correndo

Há cerca de seis meses, um abnegado vem postando no YouTube uma série de vídeos que (unidos) formam uma espécie de documento essencial de um pedaço importante da música brasileira, observado pelo prisma de um de seus mais polêmicos integrantes: Caetano Veloso.

Os tais vídeos integraram um especial de aniversário de 50 anos do baiano, comemorados em 1992. À época, o especial foi exibido em horário nobre, durante cinco dias, na extinta TV Manchete. Lá se vão 18 anos.

O documentário (entremeado por trechos do show Circuladô Vivo, que rendeu um LP-CD duplo) foi dirigido pelo cineasta Walter Salles e produzido pela então novata VideoFilmes. Com um trabalho de pesquisa de imagens impecável, o doc/especial de TV reunia um time de primeira linha, à altura da ambiciosa empreitada. As entrevistas no estúdio foram conduzidas pelo jornalista Mathinas Suzuki, numa linha à la Fernando Faro (produtor do Ensaio); os cenários ficaram sob responsabilidade de Daniela Thomas.


A ideia mesclava simplicidade e ousadia: pôr Caetano diante de uma câmera para contar sua história. De quebra, viria um bocado do ‘entorno’ que o transformou em um personagem que viveu desde sempre aos chamegos e às turras com público e crítica, em doses igualmente intensas.

Há um pouco de quase tudo ali. A costura é tão precisa quanto discreta. Durante os cinco episódios, que estão postados em pequenos trechos de cerca de 10 min cada, o artista faz o que bem sabe: canta, conta histórias e opina sobre Deus e o mundo.

Mas o mais importante, a música, está lá em sua melhor forma. Há canções dele e de um sem número de compositores que admira; há histórias divertidas de Herivelto Martins, Lupiscínio Rodrigues; e outras emocionantes, como a que descreve a visita de Roberto Carlos à sua casa, em Londres, durante o exílio.

De resto, Caetano fala sobre a terra natal, Santo Amaro da Purificação; leva o filho mais novo pela primeira vez à casa da avó, Dona Canô; lembra a efervescência cultural da Salvador dos anos 1960; Tropicalismo, Jovem Guarda, Maria Bethânia, Beatles, Candomblé, Cinema Novo, miséria, Bossa Nova, ‘as loucuras do Glauber’, música minimalista, artes plásticas, ateísmo, política, o bar de Bubu, Intrépida Trupe, João Gilberto, Pasquim, etc, etc e etc…

O grande barato, é que o programa se desenrola como uma aula de história da música, com um pano de fundo político-cultural. Tudo é amarrado e contextualizado de forma interessante. Até porque, caso contrário, o espectador não sintonizava o canal no dia seguinte.

No entanto, o mais surpreendente dessa história está na razão de ser deste post: o ‘quase’ ineditismo desse trabalho. Se tirarmos a exibição única na TV e a iniciativa isolada de lucesarcarioca (o internauta que joga os vídeos na web), as possibilidades de se encontrar esse programa são próximas de zero. Quais as razões?

De acordo com a assessoria do cineasta Walter Salles, na época em que foi feito, o documentário foi pensado somente para ser exibido em TV e, naquele momento, “não existia tanto esta questão do DVD”.

“Ele não foi comercializado pois ninguém se interessou em comercializá-lo. E, para isso, teria que ser feito um clearance de todas as músicas, autores, compositores, etc”, explica a assessoria. Procurada, a produtora Natasha Enterprises, que cuida da obra de Caetano Veloso, não se pronunciou sobre a possibilidade de relançamento do programa em DVD.

Na falta da obra original, resta aos interessados recorrer à web, contando que nenhuma das partes envolvidas seja acometida por um surto castrador e solicite a retirada do material do site de vídeos. Enquanto isso, o material vem pingando a conta-gotas.

A primeira parte de 3º episódio foi postada há menos de uma semana. Como os dois primeiros episódios foram divididos em cinco partes cada, há de se supor que ainda faltem 14 partes (são cinco episódios, repito). Dá tempo de ir assistindo com calma, em ordem cronológica ou não, até que tudo esteja disponível.

Aos curiosos, segue abaixo a 3ª parte do 2º episódio, em que Caetano assiste e comenta um trecho de sua polêmica apresentação no festival de setembro de 1968 – aquele que tomou uma vaia estrondosa, respondida com um discurso ainda mais virulento contra público e jurados (“Vocês não estão entendendo nada, nada. Quem teve coragem de assumir essa estrutura e fazê-la explodir, foi Gilberto Gil e fui eu”).

No mesmo episódio, descreve detalhes de sua prisão e também de Gil, em São Paulo, no mesmo ano de 1968. Prisão esta que resultaria, mais adiante, no exílio em Londres (mas isso já é assunto para o episódio seguinte).

“Afinal nos puseram em celas separadas e daí em diante eu não vi mais o Gil. Me levaram para uma cela, uma solitária, que era dormir no chão, tinha uma latrina e um chuveiro. Um lugar que só me cabia a mim mesmo. E ali eu fiquei uma semana”. (…) “E tinha um vizinho de cela, mais próximo, que pedia que eu cantasse algumas músicas do Orlando Silva, de uma cela pra outra, e eu cantava. E ele dizia que chorava. Eu só ouvia a voz dele, era um homem mais velho, acho que um velho comunista. Um sujeito, aliás, maravilhoso. Parecia de um filme italiano aquele homem. Mas eu fiquei muito mal, me sentia muito estranho e tinha muito sono”.

Mas vale mais ouvir o próprio:


Solto (aprendendo a ler)

Circo - Foto: Moskow

Sábado, Mendes chegou à drogaria atrasado.

– Agora eu me chamo Adriano – disse, afoito.

Seu Wilson fez que não ouviu:

– Mendes, me ajude com essas caixas.
– Meu nome é Adriano.
– Outro dia era Pedro, hoje é Adriano. E amanhã?
– Agora é para valer: Adriano.
– Que história é essa, rapaz? Mais de quarenta anos e ainda não assumiu o próprio nome?
– Assumi hoje: Adriano.

Seu Wilson rendeu-se.

– Então tá, Adriano. Me ajude com essas caixas.

A razão da mudança fora a visita à velhota da vila Efigênia. Seria uma entrega a domicílio, como outras. Mas deu-se o inesperado, um encontro memorável, uma longa jornada feita sem que Mendes precisasse deixar o sofá onde era mimado com chá, biscoitos – e com a fé que nenhuma igreja lhe incutira.

Trecho do romance ‘Propósitos do Acaso’, de Ronaldo Wrobel (Ed. Nova Fronteira – 1998)

* * *

Na última vez que troquei meu nome
Por um outro nome que não lembro mais
Tinha certeza: ninguém poderia me encontrar
Mas que ironia minha própria vida
Me trouxe de volta ao ponto de partida
Como se eu nunca tivesse saído de lá


Trecho da música ‘Um móbile no furacão’, de Moska (EMI – 1999)

‘Pororoca’

Pororoca é o encontro de correntes contrárias, de  águas doces com águas salgadas. É arrastão, mistura, choque, invasão. Forma ondas e altera as margens. Provoca ruídos e calmarias.

Depois de estrear seu novo espetáculo, em novembro de 2009, no Théâtre de la Ville de Paris (França), a coreógrafa Lia Rodrigues apresenta sua Pororoca pela primeira vez no Brasil, no Centro de Artes da Maré, na Nova Holanda, Zona Norte do Rio, nesta sexta-feira, 12 de março.

Com o espetáculo, a coreógrafa abre também as comemorações dos 20 anos de atividades da Lia Rodrigues Companhia de Danças, que serão celebrados ao longo de 2010. Além da exibição de Pororoca, o Centro de Artes da Maré apresentará, até 4 de abril, os três espetáculos do repertório da Companhia: Aquilo de que somos feitos (2000), Formas Breves (2002) e Encarnado (2005).

O Centro de Artes da Maré fica na Rua Bittencourt Sampaio, 181, Nova Holanda – Maré.

Como chegar: Na Av.Brasil, sentido zona Oeste, vir na pista do meio até a saída 6 que fica em frente a Lanchonete Bob’s. Na pista da direita, entrar na quarta rua, logo depois da passarela 9. O Centro de Artes da Maré fica no início da rua, à esquerda.

Serviço de vans da Zona Sul (saídas do Parque dos Patins/Lagoa e Largo do Machado) para a Maré, reservas e informações: pororocanamare@gmail.com

http://www.liarodrigues.com

Porra, Maurício!

Sem medo de errar, o engraçadíssimo Porra, Maurício! surgido agora no início de março, que satiriza os quadrinhos da Turma da Mônica, é pule de dez para o top five das paradas mais bacanas da internet de 2010. E só estamos no primeiro trimestre.

O criador Fernando Marés de Souza e o editor Pablo Peixoto acertaram na mosca. As tiradas tem uma ironia cortante e nada politicamente correta (vide o nome do blog). Fenômeno já é. Vai virar fácil leitura obrigatória e diária. E o que é melhor, com a aprovação de Maurício de Souza, o ‘muso inspirador’.

Porra, Maurício! Tu é o Pelé que deu certo!!!

Ah, tá. O caboclinho aqui também é ‘muso inspirador’: Porra, Felipe! Sem ciuminho!