‘Elevei minha alma pra passear’


Isso foi h
á um ano

Voltei. Tive uma Semana Santa diferente. Aliás, o final de semana mais ‘diferente’ em 35 anos e poucos meses. Diferente em um sentido santo, com o perdão do trocadilho. Muitas novidades, místicas, espirituais, experiências fortes. Estou evitando os superlativos para não banalizar o fato. Não, não mergulhei no Santo Daime. Mas confesso que para um neófito foi algo deveras perturbador. Foram três dias especiais. Xamãs, pedras, suores, banhos, vapores, tambores… e gente. Algumas muito especiais. Certo que seria forçar a barra lembrar uma espécie de ‘elo perdido’, mas aquele vale cercado de um verde denso encravado no interior do Rio pareceu, e ainda parece, distante demais das (in)civilidades rotineiras. Foi um susto. Daquele tipo que você espera sentir novamente, com a mesma intensidade do primeiro, mesmo sabendo que o teor surpresa se dissipou. Histórias, histórias e mais histórias. Muitas, muitas e muitas. Não anotei uma linha, mas tenho todas absolutamente preservadas na cuca. Possibilidades mil. Os celulares não funcionavam, os relógios não foram importantes. Impossível descrever o que quer que tenha se passado ali. Talvez um míope pudesse se aproximar: é como usar pela primeira vez um óculos de grau para a alma. Melhor dizendo: cheguei. O que foi, ficou por lá. Não restam dúvidas.


Aqui, reações e imagens.

M – que maneiro, já posso até imaginar, mas afinal, onde vc foi parar? Em Machu Pichu? estou mais uma vez em uma fase de racionalismo, que é assolada pelo não-racional de vez em quando (ainda bem!). Mas gosto de saber das descobertas dos amigos e ver como a experiência pode ser transformadora. Minhas doideiras estão super controladas. Mas tenho certeza que deve ter sido fenomenal, parabéns pela coragem de ir ascultar o Ser, como diria Heideger.

V – Marque um dia para me contar pessoalmente.

MK – Só sei que também quero, acredito! Se aproximar do que tão íntimo nosso, faz parte do nosso Ser e deixamos de ado, nessa quase intolerante vida mais ou menos que cotidianamente insistimos em sobreviver. O “espírito” nosso também pede socorro, ar, afeto. O meu tem gritado há tempos e eu finjo não escuta-lo. Um Viva bem vivido a sua experiência!!!!

A – deve ter sido realmente algo diferente… mas que ritual foi este que vc participou?? esse final de semana eu participei do ritual das aguas.. lavei meu corpo e alma na serra da canastra… as aguas rolaram em ritmo lento e que me fizeram despertar para um novo momento… realmente certos locais, situaçoes e pessoas fazem com que um momento se transforme em um passagem única e quase mágica.

AP – Dá pra vc, por favor, dizer que lugar mágico é esse que vc foi? Rsrsrs…

C – Tô muito cuiosa. Para onde você foi? Tô na dúvida se você está me zuando.

J – lindo, intenso, forte, estiloso, espirituoso…como te conheci, bom ter vc de volta! me dá o endereço tá???

L – Preciso saber dessas histórias… Rápido, enquanto ainda está tudo quente na sua memória.

LH – Que ótima notícia! E tem gente que acha droga coisa boa. Todos podemos ter essa experiência, essa entrega em qualquer espaço. Foi numa gruta? Caverna? Ou algo do gênero? Já ouvi falar muito em rituais xamânicos, que são nada mais que o “homem em contato com a mãe natureza, respeitando as formas de vida dessa Terra”. Estou muito curiosa para saber o que mudou em você e na sua vida. Seus olhos não são mais os mesmos né?!?! Conte mais!!!!

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