Que porra é essa?

Ando descrente. Quase desacreditado. É cíclico, mas não arriscaria um diagnóstico de bipolaridade. Digo isso em relação a atualização desse espaço, que surgiu sem maiores pretensões – como foi dito no post 100 mais abaixo.

Mas isso não é necessariamente um desabafo. É mais uma constatação provocada por uma curiosidade. Explico: o administrador do WordPress utilizado para a postagem dos textos e acompanhamento do tráfego de leitores tem uma ferramenta interessante.  Chama ‘Termos de motor de busca’. O que seria isso? Ele identifica através de que palavras buscadas em sites como Google os leitores (que não vieram espontaneamente) chegaram a este Café Escuro.

Já há algum tempo tenho observado, com certa displicência, alguns termos curiosos, como ‘qual a diferença de idades entre tally e peris?’ (?!) e outros até óbvios, como ‘café’, por exemplo. Mas um deles é mais que freqüente, aparece com uma certa insistência até.

E aí que, como dizia, estava sem muita paciência de escrever algo novo e fui conferir o que o tal ‘motor de busca’ tem armazenado desde o início desta brincadeira. E estava lá o que já imaginava: em primeiro lugar, imbatível, absolutamente isolada, a palavra tão procurada pelos internautas: porra.

Isso aí: porra. Mais que o dobro do segundo termo mais procurado: porra maurício.

O blogueiro quebra a cabeça atrás de temas ‘supostamente’ interessantes ou que poderiam estimular internautas e… nada. Livros? Cinema? Política? Reportagens? Música? Porra nenhuma. Os interesses são outros.

Fato que muitos desses navegantes sem rumo acabaram por encontrar aqui o que não queriam ou certamente não buscavam. Google e afins os empurraram para cá por conta do post Porra, Maurício, sobre o blog homônimo que satiriza (com excelente bom humor) o trabalho de Maurício de Souza. Meno male.

Mas o que me chama mesmo atenção é a presença do porra em outras posições do ranking de busca, como na 11ª posição, dividida com ‘cafeescuro’ (sem acento e junto) e swu (o festival de música ocorrido em São Paulo). Assustadoramente, está lá: café com porra.

Eu temo.

Cem

É isso aí: 100 posts.

Rápido, não? Para o escriba aqui, que tentou nesse período concatenar ideias soltas com temas interessantes (ou nem tanto), passou voando.

Paradoxalmente, esse espaço surgiu para escoar um desejo de escrever (outras coisas) que estava sendo sugado pela tarefa de escrever diariamente (coisas outras) em um jornal popular.

Comecei tateando e acredito que tateando ainda estou, mas certo que este sítio modesto está bem mais próximo de áreas produtoras de sons, imagens, rabiscos, letras e interpretações.

De todo modo, é apenas um marco. O primeiro. Continuo por aqui, me divertindo com o que faço. Espero que você também.

Obrigado pela companhia.

Porra, Maurício!

Sem medo de errar, o engraçadíssimo Porra, Maurício! surgido agora no início de março, que satiriza os quadrinhos da Turma da Mônica, é pule de dez para o top five das paradas mais bacanas da internet de 2010. E só estamos no primeiro trimestre.

O criador Fernando Marés de Souza e o editor Pablo Peixoto acertaram na mosca. As tiradas tem uma ironia cortante e nada politicamente correta (vide o nome do blog). Fenômeno já é. Vai virar fácil leitura obrigatória e diária. E o que é melhor, com a aprovação de Maurício de Souza, o ‘muso inspirador’.

Porra, Maurício! Tu é o Pelé que deu certo!!!

Ah, tá. O caboclinho aqui também é ‘muso inspirador’: Porra, Felipe! Sem ciuminho!